Olhos fixos miravam numa imagem sorridente. Um coração
acelerado cujos saltos revelavam aflição. Dor. Partida. E reconstrução. Diante
de desafiadores dias insólitos. Uma bandeira flamejando ao vento era consolo
pela lembrança do sonho que representara. Mas havia outros sonhos. Tantos que
não cabiam só naquele mundo. Era preciso coragem para saber aonde ir. E onde
ir? Em frente. Para o alto. Para si. Uma boa xícara de café quente parece um
bom lugar. Mas o frio aparece. Congela. Gela. Inclusive um doce coração. O
mesmo que saltava. Um problema resolvido por um olhar que mira um sorriso.
Sorriso nutrido por palavras simples ditas. Omitidas. Nas entrelinhas, uma
resposta. E duas mãos dadas, sob o caos urbano.
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