segunda-feira, 29 de outubro de 2012

A palavra e o sentimento.. Ah, o amor!

       Ah, o amor!
             Eu realmente acredito no amor. Mas no amor sentimento e não no amor palavra. Meio confuso? Pois eu explico, quase de maneira metalinguística.
              Eis que hoje, andando pelos aposentos da minha casa, quando na verdade deveria estar estudando, pego-me tendo devaneios acerca do significado que a palavra amor tem na sociedade moderna. Minha conclusão é que essa palavra não tem o menor valor. Porém, repito: a PALAVRA, não o sentimento.
              Há um certo tempo, principalmente com a massificação da Internet, convencionou-se   "amar" todo mundo. Que lindo sentimento! Não fosse isso mais que uma mera "modinha". E assim, "eu te amo" virou "bom dia boa tarde oi como vai você?". Tudo no mesmo pacote. Adicione-me numa rede social e ganhe de brinde... Meu amor!
              Entretanto, o que me sufoca, verdadeiramente, é que fugir da moda é impossível. Não que eu seja contra seguir tendências, até porque dificilmente conseguiria, mas até ser contra-modinha tornou-se uma moda.
               Assim, surgiu uma outra corrente: não diga "eu te amo" ou morrerás na fogueira. Confesso, por um bom tempo pertenci a essa parte. Agora, tento me desvincular dessas ideias pré-concebidas, tentando me emancipar como ser humano - processo longo, possivelmente infindo.
               O fato é que vi tanto desconhecidos quando pessoas da minha mais alta estima desacreditando do amor. Por um tempo até achei isso natural. Hoje, porém, me assusta a constatação de tal pensamento.
               Eu me incomodo com ambas perspectivas supracitadas e justamente por isso queria me refugiar o mais longe possível delas. Como sair do planeta não me parece viável no momento, tentei encontrar definições ou respostas que satisfizessem esse desejo. 
               Cheguei a uma conclusão, não definitiva, que não posso definir o amor. Seria injusto com ele e comigo. Porque não dá para colocar algo tão grande em palavras insignificantes e que não têm valor algum, especialmente no mundo de hoje. Pensei que as pessoas que eu mais amo, são aquelas para as quais eu menos manifesto o meu afeto - e, quando o faço, em geral soa forçado, até fingido. Quem eu amo não precisa das minhas palavras, assim como o contrário também é verdadeiro.
                  Dessa maneira, parafraseando uma das minhas professoras, chego a conclusão que, realmente, pode ser que o amor seja a única razão da vida!

2 comentários:

  1. Após várias reflexões e vivências, cheguei a conclusão que o amor é a maneira como vivemos, agimos e olhamos para nós. O amor ao próximo é algo secundário que se transformou em interesse e não em sentimento. Eu não concordo com a sua paráfrase, pois, na minha opinião, o mundo necessita de respeito, bom senso e um pouco de revoluções ideológicas. Contudo, não deixe de acreditar nas suas palavras, nos seus sentimentos e nas suas ideias. Pois, se ainda há amor puro, este provém daquilo que você cultiva na sua mente. Por fim, tente enxergar o mundo acima das concepções de certo ou errado e você conseguira perceber, lá do alto, que não existe dualidades. Tudo se converge para um mesmo ponto, a razão.

    ps: continue escrevendo, Monize. Seus textos são muito bons!

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  2. É Luiz, em geral sempre concordo com você, mas acho que em certos assuntos estamos em lados antagônicos. De fato, minhas ideias acerca desse tema, por hora, estão muito bem consolidadas. Porém, cada um enxerga a vida da forma que melhor lhe convém. Debater com você sobre textos, de qualquer maneira, é sempre um prazer.

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